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terça-feira, 14 de janeiro de 2014

Hipocrisia e o uso de máscaras dentro da igreja e diante de Deus

Culto de Mulheres
14/01/2014
Preletora: Diaconisa Kellen

Hipocrisia : Farsa, fingimento
Máscaras : dissimular, disfarçar

Apocalipse   2:12-17 e 18
Gálatas 5:5-26
Provérbios 4:23 e 3:3
Colossenses   3:1-17
Lucas 9:23

Quando aceitamos a Cristo e fazemos a opção em sermos seus seguidores e imitadores, morremos para este mundo e nascemos para Deus, e isso implica em uma renúncia.
Significa que entendemos que Jesus é o caminho a verdade e a vida.
Significa que nascemos de novo e entendemos que somos filhos de Deus. Tal compromisso nos traz a consciência de que devemos mudar de vida e fazer tudo novo, em Cristo Jesus.
É fazer morrer as coisas do mundo em nós: sites que não nos convém, ódio, desejos de vingança, ira, raiva, inveja, orgulho e cobiça.
Devemos aprender a controlar as nossas ações e reações. É não ser guiado pelas paixões e emoções não saradas, porque quando somos sarados, temos os frutos do espírito, somos gratos à Deus em todas as situações que enfrentamos, temos a maturidade espiritual para dizermos não ao hedonismo, às satisfações imediatas (desejos, realizações, busca pelo prazer, a ganância.
Quando verdadeiramente aceitamos a Cristo, temos nossos corações preenchidos e temos contentamento, não há espaço para o vazio, para a insatisfação plena. Somos cheios do Espírito Santo de Deus e isso é a razão da nossa satisfação plena, os desejos da carne já não nos acompanham mais.

Colossenses

Entendemos que, para sermos imitadores de Cristo, temos que conhecê-lo, caminhar juntos, mantermos comunhão. Temos que investir tempo em Jesus. Ler a bíblia, para que sejamos semelhantes a Deus.
Como o Filho que parece com o Pai.
Quando aceitamos a Cristo e nascemos de novo com o batismo pelas águas, que são limpas, somos limpos do pecado e o livro das nossas vidas tornam-se páginas em branco para serem escritas, com a nova história que Deus tem pra nós.
Passamos a entender que todos nós somos importantes para Deus, que não há diferenciações, não há acepções de pessoas. que não existem pessoas mais ou menos especiais para Deus, como também não existem pessoas melhores ou piores para nós.
Compreendemos que o trabalho não nos torna melhores do que os outros, nossas qualificações, entendemos que são dons, vocações e isso não nos torna melhores para Deus, é questão de responsabilidade.
Devemos ter equilíbrio, lembrando que o homem comerá do suor do seu trabalho, mas que Deus dá aos seus amados enquanto dormem. Temos que cuidar da nossa família, segunda instituição criada por Deus, juntamente com a igreja. Devemos entender que a família espiritual é tão importante quanto a sanguínea, afetiva. Devemos amar aos nossos irmãos e ajudá-los, e não sermos pedra de tropeço ou engano.
Devemos viver o sobrenatural de Deus e não o natural.
Devemos buscar os frutos do Espírito para não incorrermos em pecados e reiteradamente praticá-los.

Gálatas

Hoje nas igrejas e no meio evangélico existem muitas vidas perdidas, que se dizem evangélicas, contudo usam máscaras, são superficiais, são caricaturadas, conhecem toda  cultura evangélica, destarte estão usando uma fantasia de crente, interpretando um personagem, pois não tiveram o verdadeiro encontro com Cristo, não mataram o velho homem, e acreditam mesmo que , rotulando-se crente, encontrarão um cardápio de mordomias e comodidades e que serão servidos pelo garçom, Deus, o servo que está no céu, somente para satisfação dos seus desejos. Não entendem o significado da Palavra Ética.
Não entendem que aceitar a Cristo, significa morrer para o mundo e para suas vontades

Lucas 9:23 Quem quiser vir após mim, negue-se a si mesmo, tome a sua cruz e siga-me. Significa dizer não às vontades da carne e sim às obras do Espírito.

Texto de leitura sugerido:

http://hernandesdiaslopes.com.br/2004/05/a-banalizacao-do-sagrado/#.UtSjOvRDuyE

A banalização do sagrado
   
O espírito pós-moderno tem levado muitos crentes à banalização do sagrado. Milhares de pessoas entram pelos umbrais da igreja evangélica, mas continuam prisioneiras de suas crendices e de seus pecados. Têm nome de crente, cacuete de crente, mas não vida de santidade. Em vez de ser instruídas na verdade, são alimentadas por toda sorte de misticismo forâneo às Escrituras. Em vez crescerem no conhecimento e na graça de Cristo, aprofundam-se ainda mais no antropocentrismo idolátrico, ainda que maquiado de espiritualidade efusiva. Dentro desta cosmovisão, os céus estão a serviço da terra. Deus está a serviço do homem. Não é mais a vontade de Deus que deve ser feita na terra, mas a vontade do homem no céu. Tudo tem de girar ao redor das escolhas, gostos e preferências do homem. O bem-estar do homem e não a glória de Deus tornou-se o foco central da vida. Assim, o culto também tornou-se antropocêntrico. Cantamos para o nosso próprio deleite. Louvamo-nos a nós mesmos. Influenciados pela síndrome de Babel, celebramos o nosso próprio nome.

Nesse contexto, a mensagem também precisa agradar o auditório. Ela é resultado de uma pesquisa de mercado para saber o que atrai o povo. O ouvinte é quem decide o que quer ouvir. O sermão deixou de ser voz de Deus para ser preferência do homem. Os pregadores pregam não o que o povo precisa ouvir, mas o que o povo quer ouvir. O misticismo está tomando o lugar da verdade. A auto-ajuda está ocupando o lugar da mensagem da salvação. Assim, o homem não precisa de arrependimento, mas apenas de libertação, visto que ele não é culpado, mas apenas uma vítima. O pragmatismo pós-moderno está substituindo o genuíno evangelho.
A banalização da teologia desemboca na vulgarização da ética. Onde não tem doutrina bíblica sólida não pode haver vida irrepreensível. A teologia é mãe da ética. A ética procede da teologia. Onde a verdade é substituída pela experiência, a igreja pode até crescer numericamente, mas torna-se confusa, doente e corrompida. O povo de Deus perece quando lhe falta o conhecimento. Onde falta a Palavra de Deus, o povo se corrompe. Outrossim, onde não há santidade, ainda que haja ortodoxia, o nome de Deus é blasfemado.

A banalização do sagrado é visto claramente nas Escrituras. O profeta Malaquias denunciou com palavras candentes o desrespeito dos sacerdotes em relação à santidade do nome de Deus, do culto, do casamento e dos dízimos. A religiosidade do povo era divorciada da Palavra de Deus. As coisas aconteciam, o povo vinha ao templo, o culto era celebrado, mas Deus era não honrado. Jesus condenou, também, a banalização do sagrado quando expulsou os vendilhões do templo. Eles queriam fazer do templo, um covil de salteadores; do púlpito, um balcão de negócios; do evangelho, um produto de mercado e dos adoradores, consumidores de seus produtos. O livro de Samuel, outrossim, denuncia esse mesmo pecado. O povo de Israel estava em guerra contra os filisteus, pensando que Deus estava do lado deles, mesmo quando seus sacerdotes estavam em pecado. Porém, quatro mil israelitas caíram mortos na batalha, porque o ativismo não substitui santidade. O povo, em vez de arrepender-se, mandou buscar a arca da aliança, símbolo da presença de Deus. Quando a arca chegou, houve grande júbilo e o povo de Israel celebrou vigorosamente ao ponto de fazer estremecer o arraial do inimigo, mas uma derrota ainda mais fatídica foi imposta a Israel e trinta mil soldados pereceram, os sacerdotes morreram e a arca foi tomada pelos filisteus. Alegria e entusiasmo sem verdade e sem santidade não nos livram dos desastres. Rituais pomposos sem vida de obediência não agradam a Deus. Deus está mais interessado em quem nós somos do que no que fazemos. Deus não aceita nosso culto nem nossas ofertas quando ele rejeita a nossa vida. Antes de Deus aceitar o nosso culto, ele precisa agradar-se da nossa vida. É tempo de examinarmo-nos a nós mesmos e voltarmo-nos para o Senhor de todo o nosso coração.
Rev. Hernandes Dias Lopes.


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